Mãe busca ajuda para tratamento da filha com remédio à base de maconha em Sales Oliveira, SP

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Uma mãe de Sales Oliveira (SP) está em busca de ajuda para continuar o tratamento da filha, Maria Antonella, de um ano e sete meses. Com crises de epilepsia devido a um problema que afetou o desenvolvimento do cérebro, a criança faz o uso do canabidiol, um medicamento extraído da maconha.

A mãe da Maria Antonella, Nádia Ferreira Martins, é dentista e disse que precisou deixar a profissão para se dedicar exclusivamente a filha. Há um ano administrando o tratamento, ela conta que as convulsões diminuíram.

“A gente estava em uma internação já de dois meses, sem conseguir controlar as crises. Depois que a gente iniciou a medicação, ela nunca mais internou por crise convulsiva. Para nós, foi como se fosse um milagre”, conta.

A compra do remédio, que é importado do Reino Unido, enfrenta uma longa burocracia e custa caro. Segundo a Nádia, são necessários três frascos do medicamento por mês, o que gera um custo de R$ 6 mil.

Ano passado, a Prefeitura de Sales Oliveira comprou 12 frascos da medicação para a menina, mas, como a dose diária aumentou, a quantidade não foi suficiente.

“A gente reuniu minha família e conseguimos comprar a medicação para o final do ano. Hoje ela usa dois frascos, mas eu não consigo comprar dois frascos para passar o mês e ainda tenho que ter um terceiro frasco para iniciar o próximo mês”, explica.

Para não ficar sem o medicamento, no fim do ano, Nádia precisou diminuir a dosagem indicada, porém o estoque já acabou e o único frasco que ela tem em casa dura até o meio do mês de fevereiro.

“A gente sabe a situação que a Maria Antonella já passou, eu sei o que é ficar com uma criança dentro duma UTI em cima da cama convulsionando 24 horas. A minha preocupação em retirar a medicação é que isso venha a acontecer, então a situação é bem crítica”, afirma.

Segundo o assessor de gabinete da Prefeitura, Luis Carlos Oliveira explicou que o município apoiou a mãe naquela ocasião por se tratar de uma situação emergencial, mas disse que não pode mais comprar o medicamento para a criança.

“Foi quando a criança passava por uma crise convulsiva frequente, então a medida teve que ser tomada imediata, para que se preservasse a saúde e até mesmo a vida dessa criança. Naquela ocasião, ela foi alertada e orientada a procurar o suporte judicial para que esse tratamento pudesse ter continuidade”, informa.

De acordo com a mãe da criança, ela tem dois processos, um na Justiça Estadual e outro na Federal, e aguarda uma sentença para o caso. Nádia também está mobilizando doações pela internet para conseguir dinheiro e comprar o remédio.

“Hoje a gente está desenvolvendo uma vaquinha online para, pelo menos, passar o mês de fevereiro e iniciar março, porque a prefeitura nos informou que este ano, sem a sentença judicial que já está em andamento, não será possível nos ajudar mais”, diz.

Fonte: G1

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