O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta sexta-feira (25), em coletiva de imprensa, em Curitiba, que a pasta não é contra o uso de medicamentos à base de canabidiol – substância derivada da Cannadis sativa, planta popularmente conhecida como maconha.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve concluir em novembro a decisão para autorizar ou não o plantio de Cannabis. Para o ministro, são necessários estudos e conversas com profissionais da saúde sobre o tema.
Mandetta esteve em Curitiba para participar do encerramento da reunião de ministros da saúde do BRICs – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre os temas debatidos, esteve a pesquisa sobre tuberculose e a vacinação contra sarampo e febre amarela.
O Paraná teve um aumento de 45% nos casos de sarampo na última semana, ao todo já são 231 registros da doença, 74 a mais do que o boletim anterior.
Na avaliação do ministro, o Brasil “colhe o que planta” no caso do sarampo.
O Ministério da Saúde lançou o Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras para imunização contra o sarampo em cinco cidades que fazem fronteira com o Brasil na Argentina, Paraguai e Uruguai, além da campanha em todo o país. Mandetta reforçou a necessidade de vacinação, principalmente em crianças.
Mandetta também comentou as ações para resolver os problemas de saúde relacionados ao vazamento de óleo no litoral brasileiro. O ministro destacou que o Governo está atuando com soluções a curto, médio e longo prazo, e que isso envolve estudos.
Por enquanto, segundo ele, não há restrições ao consumo de peixes e crustáceos da região nordeste e os registros de doenças são de alergias pelo contato com solventes.
O ministro da Saúde ainda visitou o Hospital Pequeno Príncipe, referência no tratamento infantil, e o Hospital do Idoso Zilda Arns.