Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal #Cannabis

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Acidente vascular encefálico – O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo: cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame não retorna ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Apesar desses números preocupantes, muita gente ainda tem dúvidas sobre o assunto e desconhece as principais causas, sintomas e maneiras de prevenir essa enfermidade. O AVC acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as cédulas de oxigênio e de nutrientes. Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral. Entre as causas dessas ocorrências, estão a malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).  Em testes, ratos e macacos tiveram melhora no seu quadro de AVC quando usaram canabidiol. Segundo pesquisas da Universidade de Nottingham, a substância ajuda a proteger o cérebro dos danos causados pelo trauma.

Acne – Um estudo publicado no Journal of Clinical Investigation descobriu que CBD pode auxilia no tratamento para acne. Os pesquisadores usaram cannabis derivado cannabidiol sobre as glândulas sebáceas humanas e chegaram à conclusão de que o CBD age de forma altamente eficaz na diminuição da produção de sebo age como um anti-inflamatório inibindo a síntese lipídica.

AIDS – (Síndrome da imunodeficiência adquirida) – Como a canábis desperta fome nos usuários, ela é importante para ajudar a recuperar o peso dos portadores do vírus HIV. Isso pode prolongar a vida dos soropositivos, uma vez que, quando magros, ficam com o sistema imune mais debilitado. O único problema é que não existem estudos suficientes na área para provar se a canábis causa interferência no sistema imunológico.

Alcoolismo – A canábis é mais segura do que o álcool. Isso não quer dizer que ela seja livre de riscos, mas a canábis é muito menos viciante do que o álcool e não chega perto de causar tanto dano físico. Distúrbios como o alcoolismo envolvem interrupções no sistema endocanabinoide. Por isso, algumas pessoas acreditam que a canábis pode ajudar os pacientes que estão lutando com esses distúrbios. Pesquisas publicadas no Harm Reduction Journal descobriram que algumas pessoas usam a erva como um substituto menos nocivo para o álcool, medicamentos prescritos e outras drogas ilegais. Algumas das razões mais comuns pelas quais os pacientes fazem essa substituição são que a canábis tem menos efeitos colaterais negativos e é menos provável que cause problemas de abstinência. Algumas pessoas podem se tornar psicologicamente dependentes da canábis, e ela não é uma cura para problemas com abuso de substâncias. Mas, do ponto de vista da redução de danos, pode ajudar. Ainda assim, vale a pena notar que combinar canábis e álcool pode ser perigoso.

Aracnoidite e outras doenças e lesões da medula espinhal – Aracnoidite é uma desordem de dor causada pela inflamação da aracnóide, uma das membranas que rodeiam e proteger os nervos da medula espinal. Caracteriza-se por picada grave, “dor ardente”, e problemas neurológicos.

Arterosclerose – A aterosclerose ocorre quando o acúmulo de células imunes nos vasos sanguíneos causa estreitamento das artérias, acúmulo de lipídios e formação de placa. O THC previne o recrutamento de células imunes pela ligação a proteínas chamadas de receptores CB2 na superfície celular, relatam François Mach e colegas. Quando administrados com substâncias químicas que impedem a ligação do THC a esses receptores, o efeito terapêutico do THC é abolido e os camundongos continuam a desenvolver sintomas da doença.

Artrite Reumatoide – A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que geralmente afeta as pequenas articulações das mãos e dos pés. Ela interfere no revestimento dessas articulações, causando um inchaço doloroso que pode, eventualmente, resultar em erosão óssea e deformidade articular. A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, que faz com que o sistema imunológico do corpo ataque os tecidos saudáveis por engano. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrite reumatoide acomete cerca de 1% da população e qualquer pessoa pode desenvolver a doença, desde crianças até idosos. Pesquisas tem demonstrando que o canabidiol pode ajudar a tratar a artrite, aliviando as dores e inflamações associadas a doença. Em outro estudo, o CBD bloqueou efetivamente a progressão da doença. Pesquisadores descobriram que a substância protege as articulações contra danos graves e concluíram que o canabidiol oferece efeitos potentes contra a artrite.

Asma – A asma é uma doença inflamatória dos brônquios, também conhecido como vias aéreas, que prejudica a respiração de adultos e crianças. Sua incidência é bastante alta: estima-se que ao menos 300 milhões de pessoas têm asma no mundo todo. Anualmente, 250 mil pacientes morrem vítimas da doença. Curiosamente o THC é um broncodilatador, obviamente, a inalação não é um bom método de consumo porque irrita as membranas mucosas e recomenda-se que seja administrado por outro tipo de via. No Brasil, os dados não são menos alarmantes quando se trata da asma. Pelo menos 20 milhões de brasileiros sofrem coma doença e cerca de 2 mil mortes são registradas todos os anos. A asma também é uma causa importante de internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do Ministério da Saúde revelam cerca de 350 mil internações hospitalares por ano, via SUS, por conta de complicações relacionadas à doença.

Ataxia Espinocerebelar A ataxia cerebelar é um distúrbio que atinge o cerebelo, que é a região do cérebro responsável pelo equilíbrio, pelo controle da força muscular (tônus) e pelos movimentos do corpo que dependem da nossa vontade. A ataxia pode afetar a fala, a deglutição, os movimentos dos olhos, das mãos, dos dedos, dos braços e das pernas. Esses sintomas também podem estar presentes em outras situações nas quais o cerebelo é afetado, como traumatismos cranianos, infecções, esclerose múltipla, paralisia cerebral e tumores. As ataxias hereditárias, às vezes também chamadas de ataxias espinocerebelares, são aquelas que têm origem genética e podem ser transmitidas na família através dos gens, como no caso da doença de Machado-Joseph. Geralmente têm desenvolvimento lento e gradual, piorando seus sintomas com o passar do tempo.

Autismo – O autismo é um dos tópicos mais recentes a entrar no foco dos estudiosos da cannabis medicinal. “A origem do autismo muitas vezes é parecida com a da epilepsia, um excesso de ativação neuronal”, diz Renato Malcher. A partir do ano que vem, o Brasil deve entrar no raio de pesquisas com um tratamento experimental para alguns pacientes autistas. O estudo será conduzido por Renato Malcher em conjunto com outros dois médicos e patrocinado pela CBD RX, uma empresa produtora de óleo orgânico de canabidiol sediada no Colorado (EUA). A expectativa é que o tratamento possa auxiliar em sintomas como ansiedade, auto agressividade e dificuldade de interação social.

Cachexia – A caquexia é uma doença complexa e se caracteriza pela perda de peso do paciente, além da perda de massa corpórea e tecido adiposo (responsável pelo armazenamento de gordura em nosso sistema). Normalmente relacionada a doenças crônicas, como o câncer ou doenças cardíacas. Aparentemente falando, ela se assemelha a uma desnutrição, com a diferença de que a massa corporal não pode ser reposta com alimentação. A anorexia pode afetar até 90% das pessoas com câncer avançado. É um sintoma complexo associado a mudanças no paladar, falta de fome nas refeições e falta de prazer alimentar. A perda de peso associada faz parte do declínio físico que ocorre quando o câncer se agrava. A perda de peso também pode ocorrer a partir de caquexia, o aumento do metabolismo de energia devido a citocinas inflamatórias elevadas, metástases hepáticas e outros fatores observados em vários cânceres avançados. Independente da anorexia, embora frequentemente associada (onde é chamada de síndrome de caquexia-anorexia), é responsável por uma quantidade significativa de morbidade e mortes em pessoas com câncer. Em particular, a qualidade de vida do paciente e da família é significativamente afetada por esta síndrome, pois causa ansiedade e sofrimento. Portanto, é importante que a pesquisa sobre terapias seja realizada, particularmente com foco na compreensão das propriedades farmacocinéticas dos compostos nessa população cachexica. Os canabinóides são um desses grupos de terapias que receberam uma grande quantidade de foco na mídia recentemente. No entanto, parece haver uma falta de dados farmacocinéticos rigorosos desses compostos complexos e variados na população cachexica. Da mesma forma, há uma falta de dados farmacocinéticos em qualquer grupo populacional para os canabinóides não tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) (muitas vezes devido à falta de padrões analíticos para quantificação). Esta revisão examinará, portanto, a farmacocinética dos principais canabinóides, isto é, THC e CBD em uma população com câncer. No geral, com base na literatura atual, as evidências para o uso de canabinóides no tratamento da síndrome de caquexia-anorexia relacionada ao câncer permanecem equívocas. Um estudo de fase I / II rigoroso e de alta qualidade para obter dados de concentração de dose farmacocinética e concentração-resposta, com um modo de entrega clinicamente aceitável para reduzir a variabilidade intrapaciente e permitir uma biodisponibilidade mais consistente é necessário nesta população.

Câncer – São duas as substâncias encontradas na maconha que podem contribuir no tratamento do câncer e, principalmente, combater os efeitos adversos das sessões de quimioterapia: o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabidiol (THC). Apenas o CBD encontra-se legalizado no país, mas é ele o maior responsável pelo combate ao mal-estar provocado pelo tratamento intensivo e, diferente do THC, não carrega tantos malefícios. A quimioterapia é um tratamento invasivo e acaba por provocar muitas dores, enjoos, náuseas e mal-estar generalizado em seus pacientes. Remédios com base em canabidiol já são muito utilizados em países como Estados Unidos e Canadá no combate a esses efeitos adversos, permitindo que os pacientes na luta contra o câncer possam viver de maneira mais confortável durante o período de tratamento. 

Câncer Cerebral – A última confirmação sobre as propriedades anticancerígenas da cannabis vem da National Institute on Drug Abuse que admitiu que algumas substâncias derivadas da cannabis seriam capazes de combater as formas mais graves de câncer no cérebro e reduzir o tamanho dos tumores. Em qualquer caso, o instituto norte-americano que trabalha contra o abuso e o uso de drogas, não autoriza o uso da canábis como droga e sim, reconhece a planta da canábis como um verdadeiro medicamento, o que é um grande passo, especialmente se se considerar de onde vem tal reconhecimento.

Câncer Coloretal – O câncer colorretal é uma das principais causas de morte por câncer no mundo industrializado, e a incidência provavelmente aumentará ainda mais com a crescente tendência à obesidade. Portanto, é essencial desenvolver mais estratégias de prevenção e novos agentes para a quimioterapia do câncer colorretal. Recentemente, tem havido um grande interesse nos canabinóides como novos agentes anticancerígenos. Os canabinóides, tanto derivados de plantas (de Cannabis sativa) como endógenos, são compostos que têm a capacidade de ativar os receptores de canabinóides: CB1 2 e CB2. Os canabinóides derivados de plantas, o Δ 9 -tetraidrocanabinol (Δ 9 -THC), juntamente com o Δ 8 -THC e o canabidiol, foram originalmente identificados como tendo efeitos antineoplásicos por Munson e colegas em 1975. Entretanto, é relativamente recente, desde os receptores foram clonados e ligados endógenos foram isolados, havendo interesse renovado neste campo.

Câncer de Boca – O câncer de boca, também chamado de câncer oral, é um tipo câncer que atinge os tecidos da região da boca. Estudos indicam que altas doses de álcool, tal como bebidas alcoólicas e enxaguantes bucais podem catalisar o processo de desenvolvimento de câncer.

Câncer de mama – O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Câncer de Pâncreas – O pâncreas é uma glândula localizada na região superior do abdômen, atrás do estômago, e é um dos órgãos que integram o sistema digestivo. Ele é composto por três partes – cabeça, corpo e cauda – e possui duas funções distintas: a função endócrina, responsável pela produção de insulina (hormônio que controla o nível de glicemia no sangue) e a função exócrina, responsável pela produção de enzimas envolvidas na digestão e absorção dos alimentos. Câncer de pâncreas é raro em jovens com menos de 30 anos. A enfermidade atinge praticamente na mesma proporção homens e mulheres, em geral, com idade superior a 50 anos, especialmente entre os 65 e os 80 anos. Na maioria dos casos, não é possível determinar a causa da doença, mas o fator de risco mais importante é o cigarro. Os outros são: pancreatite crônica, aplicações anteriores de radioterapia, diabetes mellitus tipo 2, exposição prolongada a pesticidas e produtos químicos, certas síndromes genéticas e cirurgias para tratamento de úlceras ou retirada da vesícula biliar. Os tipos mais comuns da doença são o adenocarcinoma (o mais frequente e mais relacionado com o tabagismo) e os tumores das células das ilhotas pancreáticas. 

Câncer de Próstata – Também denominado de carcinoma da próstata, é uma neoplasia que tem seu desenvolvimento na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. A maioria dos cânceres de próstata é de crescimento lento, no entanto, alguns crescem relativamente rápido. As células cancerosas podem espalhar-se a partir da próstata para outras partes do corpo, particularmente os ossos e os linfonodos. Inicialmente pode ser assintomática, mas em estágios avançados pode causar dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou dor na pelve, costas ou ao urinar. Os sinais clínicos são muito semelhantes aos da hiperplasia benigna da próstata. Outros sintomas tardios podem incluir sensação de cansaço devido aos baixos níveis de células vermelhas no sangue e disfunção erétil.

Câncer de Testículos – Os testículos fazem parte do órgão reprodutivo masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozoides. O câncer de testículo é um tumor menos frequente, mas com o agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva. A criptorquidia (testículo que não desce para a bolsa escrotal) é um fator importante que influi no aparecimento deste tipo de tumor.

Cistite Crônica – Cistite é o termo para descrever uma inflamação na bexiga. Muitas vezes a cistite é confundida com uma infecção urinária, no entanto ela não é sinônimo de infecção urinária. Quando a cistite é de causa infeciosa existe uma bactéria ou fungo na bexiga. Mas existem outros tipos de cistite e alguns não são causados por infecções como, por exemplo, a cistite actínica (provocada por radioterapia) e a cistite intersticial (causada por perda da camada protetora da parede da bexiga). Podemos afirmar que por razões anatômicas (canal mais curto), geralmente as infecções da bexiga são mais frequentes nas mulheres, particularmente quando sexualmente ativas e após a menopausa. Algumas mulheres podem apresentar vários episódios em curto espaço de tempo sendo chamadas de “cistite de repetição”. Via de regra, são os próprios germes que colonizam (que moram) na região perineal que causam as cistites. Geralmente as bactérias do intestino são as mesmas que habitam a região próxima ao ânus, vagina e meator uretral (canal onde sai a urina). Esses microrganismos podem deslocar-se para o interior da uretra (canal por onde urinamos) e chegar no interior da bexiga. Além disso, a cistite entendida como inflamação da bexiga, pode acontecer depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu traumas (normais do próprio coito) e tornou-se mais vulnerável à subida das bactérias. Nessa situação chamamos de uretrite/ cistite traumática. Cistites são menos frequentes nos homens, pois a uretra é mais longa e o orifício por onde sai a urina fica mais protegido dos germes que moram em volta do ânus. Mas existem situações específicas, onde a frequência de infecção masculina aumenta: nos meninos com doenças da uretra ou fimose e nos idosos que possuem hiperplasia (aumento) da próstata.

Cistite Intersticial – A cistite intersticial é uma complexa doença crônica caracterizada pela irritação ou inflamação da parede da bexiga. Ela pode deixar cicatriz na bexiga, provocar um espessamento na sua parede, diminuindo a sua capacidade, associada a pontos de sangramento.

Cistos de Tarlov – O cisto de Tarlov é normalmente encontrado num exame como a ressonância magnética feito para avaliar a coluna. Ele normalmente não causa sintomas, não é grave, nem necessita de tratamento cirúrgico, sendo totalmente benigno e não vira câncer. O cisto de Tarlov é na verdade uma pequena dilatação cheia de líquido, localizado no sacro, entre as vértebras S1, S2 e S3, mais especificamente nas raízes nervosas da coluna, nos tecidos que revestem a medula. O indivíduo pode ter apenas 1 cisto ou vários, e dependendo da sua localização pode ser bilateral e quando são muito grandes podem comprimir os nervos, causando alterações nervosas, como sensação de formigamento ou de choque, por exemplo.

Convulsões – Controle de convulsões em crianças e adolescentes portadores de quadros neurológicos graves, com crises epilépticas de difícil controle por medicamentos já padronizados. O CBD tem a capacidade de diminuir a atividade química e elétrica do cérebro, fazendo com que os sintomas convulsivos das doenças diminuam significativamente.

Crises epiléticas – Alguns estudos mostraram que o canabidiol (CBD) parece ajudar pessoas com epilepsia resistentes aos tratamentos comuns. No entanto, apesar dos relatos dizendo que a cannabis é a única coisa que funciona no tratamento de algumas pessoas, não há muitos estudos sérios sobre o assunto. Os pesquisadores dizem que são necessários mais dados antes de sabermos quão eficaz é a canábis neste tipo de tratamento.

Danos Neurológicos e Déficits Cognitivos – Uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade de Tel Aviv mostrou que baixas doses de THC podem proteger o cérebro dos danos neurológicos graves e déficits cognitivos. A investigação mostra como se pode utilizar doses muito baixas do princípio ativo, ou seja, de 1.000 a 10.000 vezes menor do que a quantidade presente em um cigarro de canábis, para a proteção do cérebro a fim de preservar as funções cognitivas com o passar do tempo.

Declínio cognitivo – Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, divulgaram uma proposta para evitar, ou mesmo reverter, o declínio cognitivo que acompanha o envelhecimento. Segundo eles, pequenas doses diárias de extrato de cannabis podem ajudar a combater o problema. Estes cientistas se baseiam em um experimento feito com camundongos, que apontou que doses pequenas e regulares de tetraidrocanabinol (THC) melhoravam a memória e o aprendizado dos mais velhos. Os cientistas descrevem como administraram infusões diárias de THC em camundongos com dois meses, um ano e 18 meses de idade ao longo de um mês. Depois disso, eles observaram o quão rápido os animais conseguiam escapar de um labirinto, assim como a rapidez com que reconheciam objetos familiares, como outros camundongos aos quais já tinham sido apresentados antes. Sem a droga, os camundongos mais jovens passaram facilmente pelos testes, enquanto os mais velhos enfrentaram dificuldades. Mas a administração de THC teve um grande impacto no desempenho dos grupos. Enquanto o desempenho dos animais mais jovens desabou, o dos mais idosos melhorou tanto que chegou ao mesmo nível do atingido pelos camundongos jovens sem a droga. E os benefícios se prolongaram por semanas depois que eles pararam de receber a substância, com nenhum dos animais apresentando qualquer efeito comportamental esperado do consumo de THC.

Depressão – Todo mundo uma vez ou outra na vida se sente deprimido ou triste. É uma reação natural à perda, aos desafios da vida e à baixa auto-estima. Mas, às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal. A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável. Os tipos de depressão são: clássica, distimia, transtorno bipolar e sazonal. A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam.

Diabetes – Num estudo utilizando CBD, o desenvolvimento de diabetes em ratos diabéticos não obesos foi evitado. Embora não houvesse um efeito direto do canabidiol sobre os níveis de glicose, o tratamento preveniu a produção de IL-12 pelos esplenócitos. A prevenção desta citocina é importante porque desempenha um papel enorme em muitas doenças autoimunes.

Displasia Fibrosa – Displasia fibrosa é uma doença, congênita e benigna, que provoca desgaste ósseo e crescimentos ou lesões em um ou mais ossos do corpo humano. Estas lesões são crescimentos semelhantes a tumores que consistem na substituição do osso medular pelo tecido fibroso, causando a expansão das áreas e enfraquecimento dos ossos envolvidos. Especialmente quando envolvendo ossos do crânio ou face, as lesões podem causar deformidades visíveis externamente. O crânio é, frequentemente, mas não necessariamente, afetado.

Distonia – Distonia é um tipo de movimento involuntário que pode ocorrer em qualquer região do corpo de maneira localizada (focal) ou mesmo generalizada e se caracteriza por uma contração de músculos agonistas (favoráveis ao movimento) e antagonistas (desfavoráveis ao movimento) simultaneamente. Em geral, esta contração involuntária em desarmônica dos músculos provoca postura anormais do segmento do corpo envolvido (cabeça, mão, tronco ou pé) e está frequentemente associado a dor.

Distrofia Muscular – A distrofia muscular é o nome dado a um grupo de doenças genéticas, que possuem como principal característica provocar degeneração muscular e fraqueza. Acontece com mais frequência em meninos e raramente ocorre em pessoas do sexo feminino, pois é uma doença associada ao cromossomo X.

Distrofia Simpático-reflexa – A Distrofia Simpática Reflexa é uma doença definida como uma entidade que acontece secundariamente a um trauma, cirurgia e/ ou doença sistêmica ou local. Caracteriza-se por uma devastação clínica importante composta por dor, edema, cianose e rigidez de uma extremidade, como resultado de uma disfunção vasomotora do sistema nervoso simpático. A dor descrita pelo paciente é intensa, queimante, hiperstésica e do tipo incapacitante que não se adequa ao tipo de trauma e nem a história da lesão ou exame físico. É uma complicação que pode acometer tanto as extremidades dos membros superiores como inferiores e geralmente surge poucos dias após a lesão.

Doença de Crohn – Alguns cientistas afirmam que o CBD é um tratamento eficaz para doenças intestinais como a doença de Crohn. THC e CBD interagem com o sistema que controla a função intestinal no corpo, algo que os pacientes de Crohn sofrem. Os dois componentes têm capacidade anti-inflamatória trazendo muito alívio para aqueles que sofrem desta condição.

Doença Falciforme – é uma doença hematológica hereditária monogénica, caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas, entre as quais a mais comum é a forma HbS (de Sickle, foice), que sob determinadas condições de desoxigenação, polimeriza, deformando as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, causando deficiência no transporte de oxigénio e gás carbónico e outras complicações, nos indivíduos acometidos pela doença. Por esse motivo, a anemia drepanocítica é também conhecida por anemia falciforme. Do ponto de vista patogenético, está classificada entre as anemias por “defeito da síntese de hemoglobina”, a proteína que transporta oxigénio presente nos glóbulos vermelhos, embora a anemia seja em parte determinada pela hemólise esplénica. Os sintomas geralmente começam a aparecer entre os 5 e 6 meses de idade. Podem desenvolver-se vários problemas de saúde, tais como crises de dor, anemia, infecções bacterianas e acidentes vasculares cerebrais. Podem desenvolver-se dores crónicas à medida que a pessoa envelhece. A esperança média de vida nos países desenvolvidos varia entre os 40 e 60 anos.

Doenças inflamatórias intestinais – Alguns estudos sugerem que pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como a de Crohn e colite ulcerativa, podem se beneficiar do uso da Cannabis. A substância interage com células do corpo que desempenham um papel importante na função intestinal e nas respostas imunes.

Dor – O uso da cannabis para controle de dores fortes ou crônicas é objeto antigo de estudo da ciência. Até porque, segundo Renato Malcher, os efeitos colaterais da cannabis são “bem menos” graves que os da morfina, por exemplo, substância derivada do ópio. Um dos estudos mais recentes, publicado no “The Journal of Pain”, comparou 215 fumantes experientes que fumavam 2,5 g por dia com não fumantes entre 2004 e 2008. Todos sofriam de alguma dor crônica não relacionada ao câncer. Ao final, os fumantes relataram menos dor, melhor humor e nenhum risco aumentado de efeitos adversos em comparação aos não fumantes.

Dor Crônica – A dor crônica costuma ser causada por danos no sistema nervoso. Esses danos podem ocorrer devido a um ferimento à espinha dorsal causado por um acidente, por exemplo, ou alguma enfermidade que afete o sistema nervoso central ou periférico. Em estados americanos onde o uso medicinal da cannabis foi aprovado, pacientes com dores crônicas estão entre os que mais pedem a prescrição da erva. Conforme mencionado anteriormente, há forte evidência da eficácia da cannabis no tratamento da dor crônica. A forma como a erva age, contudo, ainda não está absolutamente clara. Pacientes declaram que uma dosagem mais baixa do canabinóide THC, o principal componente da cannabis, responsável por seus efeitos psicoativos, é eficaz no tratamento da dor. Uma dosagem alta, contudo, parece aumentar a sensação de dor.

Dor crônica e espasmos musculares – Um relatório recente das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA afirma que há evidências definitivas de que a cannabis ou os canabinóides podem ser um tratamento eficaz para a dor crônica. O relatório diz que este é “de longe” o motivo mais comum pelo qual as pessoas solicitam a canábis medicinal. Esse mesmo relatório afirma que há evidências igualmente fortes de que a canábis pode ajudar com espasmos musculares relacionados à esclerose múltipla. Outros tipos de espasmos musculares também respondem ao tratamento. Espasmos de diafragma, por exemplo, que não são tratados por outros medicamentos prescritos, podem ser tratados com a cannabis.

Dor Neuropática – Existem diferentes tipos de dor, sintoma que pode estar presente em uma série de enfermidades. A dor neuropática, por exemplo, pode aparecer em pacientes com câncer e AIDS. Trata-se da dor causada por uma inflamação dos nervos. O efeito anti-inflamatório da cannabis pode, portanto, aliviar esses sintomas.

Dores em geral – a erva é considerada um analgésico. Os casos mais comuns são de cólicas menstruais. Nos locais onde o seu uso é liberado para fins medicinais, os pacientes que passaram por alguma cirurgia podem optar pelo seu uso.

Enjoo causado por quimioterapia – Nos Estados Unidos, desde os anos 1980 os médicos podem receitar aos seus pacientes de câncer e Aids medicamentos à base de THC sintético para aliviar as náuseas causadas pela quimioterapia – com nomes comerciais de Marinol e Cesamet.

 

Enxaqueca – Uma recente pesquisa realizada nos EUA aponta que canabinóides são mais eficazes para reduzir frequência de dor aguda da enxaqueca do que os remédios convencionais, além de produzirem menos efeitos colaterais. As informações foram publicadas no site da revista Forbes. O estudo teve duas fases e incluiu um total de 127 participantes que sofrem de enxaquecas crônicas e das chamadas cefaleias em salvas – dores de cabeça severas que ocorrem em um lado da cabeça, muitas vezes ao redor de um olho. A dor de enxaqueca geralmente afeta os dois lados da cabeça e muitas vezes é acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz. Na primeira fase, os pacientes com enxaquecas crônicas e agudas receberam doses de um fármaco desenvolvido pelos pesquisadores que combinou dois compostos ativos na canábis: tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD). Os resultados mostraram que aqueles que receberam uma dose de 200 mg por dia durante três meses sofreram significativamente menos dor (cerca de 55%) do que quando tomaram remédios convencionais. A segunda fase do estudo incluiu tanto aqueles que sofrem de enxaqueca crônica quanto aqueles que sofrem de cefaleias em salva. Os pacientes com enxaqueca receberam o fármaco THC-CBD ou 25 miligramas de amitriptilina, um antidepressivo frequentemente utilizado para tratar enxaquecas. Já as pessoas com cefaleia receberam o fármaco THC-CBD ou 80 miligramas de verapamil, um bloqueador de canais de cálcio frequentemente prescrito para este tipo de problema de saúde. Os resultados mostraram que o medicamento THC-CBD foi ligeiramente melhor na redução da frequência de ataques de enxaqueca do que a medicação comumente prescrita (40,4% versus 40,1%, respectivamente), mas foi muito eficaz na redução da dor de enxaqueca, diminuindo-a em 43,5% dos casos. A droga também foi eficaz na redução da dor dos que sofriam da cefaleia em salva, mas apenas no grupo de pacientes que já tinha um histórico do problema desde a infância.

Epilepsia – “Grupo de transtornos neurológicos de longa duração caracterizados por ataques epilépticos, que são o resultado de atividade excessiva e anormal das células nervosas do córtex cerebral. A epilepsia não tem cura, embora os ataques possam ser controlados com medicação em cerca de 70% dos casos “.  (Wikipedia). Vários relatos de casos de uso de cannabis contra a epilepsia, em todo o mundo, chamaram a atenção da mídia nos últimos anos. No entanto, os médicos e cientistas ainda investigam a capacidade do canabidiol de diminuir ou acabar com os sintomas associados à epilepsia pediátrica intratável. Em dezembro de 2013 o Food and Drug Administration (FDA) aprovou nos Estados Unidos o uso terapêutico do canabidiol em pesquisas para tratamento de epilepsias refratárias em crianças. No mesmo ano, um grupo da University of California e outro da New York University School of Medicine conseguiram autorização para iniciar suas pesquisas.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença. O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos” (Drauzio Varela). Faltam na literatura científica estudos sobre o uso de canabinóides para o tratamento da ELA. No entanto, uma pré-análise com base em relatos de pacientes revelam que os canabinóides podem retardar a progressão da ELA. Alguns canabinóides, como o THC, poderiam ser eficazes em moderar o desenvolvimento da doença e em aliviar alguns sintomas relacionados com a ELA, tais como dor, perda de apetite e depressão. Em março de 2004 a revista Amyotrophic Lateral Sclerosis & Other Motor Neuron Disorders publicou que pesquisadores do Centro Médico da Califórnia descobriram que a administração de THC em animais, tanto antes como depois do início dos sintomas da ELA, freiam a progressão da doença e aumentam a sobrevida. Em 2010, a revista American Journal of Hospice publicou uma reportagem feita com vários pesquisadores que, com base nos dados científicos disponíveis atualmente, afirmaram que é, no mínimo, razoável pensar que a cannabis pode retardar significativamente a progressão da esclerose lateral amiotrófica, e pode ser a esperança de vida para muitos pacientes.

Esclerose Múltipla – Cientistas do Instituto Cajal usaram modelos animais e culturas de células para descobrir que o CBD inverteu as respostas inflamatórias e serviu como proteção duradoura contra os efeitos da esclerose múltipla. Os ratos com 10 dias de tratamento com CBD tinham habilidades motoras superiores e mostraram progressão na sua condição. Usando esta informação, os investigadores concluíram que CBD tem a potencial capacidade de reduzir vários aspectos da EM.

Espaticidade – A espasticidade é uma alteração no tônus muscular (rigidez do músculo). Ocorre em doenças neurológicas que provocam lesão de células do sistema nervoso, responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários. As doenças neurológicas mais comuns que levam a espasticidade são: Paralisia cerebral, Lesão medular, Esclerose múltipla, sclerose lateral amiotrófica e Acidente vascular cerebral. Lesões cerebrais causadas por falta de oxigênio ou traumatismos físicos, hemorragia ou infecção. Os sintomas podem variar desde uma leve contração muscular até uma deformidade grave, com permanente encurtamento muscular e posturas anômalas. Clônus (rápidas e repetidas contrações musculares), espasmos musculares, membros inferiores em posição de “tesoura” (cruzamento involuntário das pernas) também podem ser observados. A espasticidade pode ser dolorosa especialmente se leva a articulação a tomar uma posição anormal ou impede uma série de movimentos realizados por um grupo muscular.

Esquizofrenia – Considerada uma doença mental crônica, com sintomas aparentes de delírios e alucinações, bem como distúrbios de pensamentos, a esquizofrenia também é incluída nos bons resultados, com relação ao uso terapêutico da cannabis. Um estudo realizado em Londres, analisou a vantagem que a terapia possui em provocar menos efeitos colaterais que as drogas antipsicóticas existentes atualmente. O teste foi realizado com 42 pacientes no estado crônico da doença, que fizeram tratamento com o CBD, resultando em menos efeitos colaterais, como aumento de peso, disfunção sexual e até problemas hepáticos, causados pelos medicamentos usuais. Em 2012, um grupo de pesquisadores alemães publicou um estudo na revista Translational Psychiatry. O potente antipsicótico Amisulpride e CBD foram comparados entre 42 pacientes com esquizofrenia. Os dois tratamentos foram considerados eficazes, mas o curto perfil de efeitos colaterais do CBD brilhou a opção farmacêutica.

Fibromialgia – Tratamentos comuns para a fibromialgia são medicamentos anti-inflamatórios, opióides e corticosteróides. Um estudo de 2011 que se concentrou no tratamento da fibromialgia CBD produziu resultados promissor para seu uso no tratamento da fibromialgia. Metade dos 56 participantes usaram CBD, enquanto a outra metade usou métodos tradicionais para tratar sua condição. Aqueles que usaram canábis viram uma grande redução em seus sintomas e dor, enquanto aqueles que usam métodos tradicionais não sentiram melhora. 

Glaucoma: para obter eficácia no tratamento do glaucoma, seria necessária uma dose de canábis a cada 3 ou 4 horas. Isso porque a doença aumenta a pressão intraocular e a erva diminui essa pressão.

Gliomas – “Glioma é um tumor de células gliais, células que protegem, nutrem e dão suporte aos neurônios. Logo, podem ocorrer no encéfalo, na medula espinhal ou mesmo junto a nervos periféricos. São responsáveis por aproximadamente 30% de todos os tumores do sistema nervoso central e por 80% dos tumores malignos iniciados no cérebro.” (Wikipedia). A revisão da literatura científica moderna revela numerosos estudos pré-clínicos e um piloto estudo clínico demonstrando a capacidade dos canabinóides para atuar como agentes antineoplásicos, principalmente em linhas de células de glioma. Em setembro de 1998, a revista FEBS Letters publicou uma pesquisa da Universidade Complutense de Madrid, que informava que delta-9-THC induziu apoptose (morte celular programada) em células de glioma em cultura. Os pesquisadores prosseguiram com os estudos, e, em 2000, reafirmaram que a administração de THC e do canabinoide sintético WIN 55,212-2 “induziu uma regressão significativa dos gliomas malignos” em animais. Em 2003, pesquisadores italianos na Universidade de Milão relataram que o canabinoide não psicoativo canabidiol (CBD) inibiu o crescimento de várias linhas de células de glioma humano in vivo e in vitro. Publicado no Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, em novembro de 2003, os pesquisadores concluíram que o “CBD produz uma atividade antitumoral significativa tanto in vitro como in vivo, sugerindo uma possível aplicação de CDB como um agente antineoplásico”. Pesquisadores do instituto de pesquisa Califórnia Pacific Medical Center têm relatado que a administração de THC em células de glioblastoma multiforme provoca a diminuição da proliferação de células malignas e morte celular induzida mais rapidamente do que a administração de WIN 55,212-2. Os pesquisadores também afirmam que THC atua seletivamente nas células malignas, ignorando os saudáveis de uma forma mais profunda do que a alternativa sintética. Um estudo pré-clínico separado informou que a administração combinada de THC e o temozolomida (TMZ) produz uma “autofagia reforçada” (morte celular programada) em tumores cerebrais resistentes aos tratamentos convencionais anticâncer.

Hepatite C – O tratamento para a hepatite C é difícil. Os efeitos colaterais incluem fadiga, náuseas, dores musculares, perda de apetite e depressão. Isso pode durar meses e acabar levando muitas pessoas a interromper o tratamento. Mas um estudo de 2006 no European Journal of Gastroenterology and Hepatology descobriu que 86% dos pacientes que usavam canábis o completaram com sucesso. Apenas 29% dos não fumantes completaram, possivelmente porque a canábis ajuda a diminuir os efeitos colaterais.

Herpes – Herpes simples é uma infecção viral comum que pode ser caracterizada em dois tipos: herpes tipo 1 (HSV – 1) e herpes tipo 2 (HSV – 2). O herpes tipo 1 é transmitido principalmente por contato oral – oral ocasionando feridas e pequenas bolhas ao redor dos lábios ou na cavidade interna da boca. Já o herpes tipo 2 é uma infecção sexualmente transmissível que ocasiona feridas e bolhas na região genital. A herpes é uma doença comum, mas não tem cura. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, Estima-se que 3,7 bilhões de pessoas com idade inferior a 50 anos tenham herpes tipo 1. Já no caso dos herpes tipo 2, estima-se que 417 milhões de pessoas tenham o vírus na corrente sanguínea.

Hidromielia – Hidromielia refere-se a um aumento anormal do canal central da medula espinhal, que cria uma cavidade em que o fluido cerebrospinal (vulgarmente conhecido como fluido espinal) pode acumular-se. Como fluido espinhal se acumula, ele pode colocar pressão anormal nas células do cordão e danos nos nervos espinhais e suas conexões. Hidromielia é por vezes utilizado de forma intercambiável com seringomielia, o nome de uma condição que também envolve a cavitação na medula espinal. Em hidromielia, a cavidade que se forma é ligada ao quarto ventrículo no cérebro, e é quase sempre associada em lactentes e crianças com hidrocefalia ou defeitos de nascimento tais como Chiari II e síndrome de Dandy-Walker. Seringomielia, no entanto, apresenta uma cavidade fechada e ocorre principalmente em adultos, a maioria dos quais têm Chiari tipo 1 ou sofreram traumas da medula espinal. Os sintomas que podem ocorrer ao longo do tempo, incluem fraqueza das mãos e dos braços, rigidez nas pernas; e perda de sensibilidade no pescoço e braços. Algumas pessoas têm dor no pescoço e braços. O diagnóstico é feito por imagiologia por ressonância magnética (MRI), que revela alterações na anatomia da medula espinal. 

Hipertensão – “Hipertensão é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras. Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.” (Drauzio Varella). Pesquisas recentes indicam que o sistema de canabinóides da canábis desempenha um papel na regulação da pressão sanguínea, embora o seu mecanismo de ação não seja ainda bem compreendido. Os estudos em animais demonstraram que a anandamida e outros canabinóides suprimem a contractilidade cardíaca e podem normalizar a pressão sanguínea.  Apesar destes estudos, o uso clínico de cannabis ainda precisa de mais pesquisas para o FDA aprovar sua indicação nos EUA.

Incontinência – “Incontinência urinária é a queixa da perda involuntária de urina, exceto para crianças. Não é considerada uma doença. Trata-se de uma consequência que pode ter diferentes causas. A Organização Mundial de Saúde estima que 10% da população mundial apresente algum grau de incontinência urinária. No Brasil, isso representa mais de 20 milhões de pessoas com o problema.” (Wikipedia). Em fevereiro de 2003, o jornal britânico Clinical Rehabilitation publicou que pesquisadores de Oxford descobriram que doses de extratos de canabinoides melhoram o controle da bexiga em pacientes que sofrem de esclerose múltipla e de lesão medular. Os investigadores do Instituto de Neurologia de Londres seguiram estas conclusões para realizar um estudo piloto de extratos à base de canábis para a disfunção da bexiga em 15 pacientes com esclerose múltipla avançada. Após a terapia com canabinóides, a “urgência urinária” diminuiu significativamente nestes pacientes, segundo o estudo. Mais recentemente, dados apresentados na reunião anual da Associação Americana de Urologia 2006 indicaram que os medicamentos análogos à canábis podem reduzir a inflamação da bexiga. Em função destes resultados, os especialistas têm recomendado o uso de canabinóides como agentes potenciais “de segunda linha” para o tratamento de incontinência.

Insônia – Um dos poucos efeitos colaterais da CBD é o cansaço, mas para muitos, é o que eles procuram na erva natural. Já que produtos farmacêuticos para ajudar a dormir representam um grande risco para o vício além da sensação grogue no dia seguinte, sintomas que não acontecem com o uso do CBD.

Insuficiência Cardíaca – Uma pesquisa conduzida por cientistas do Englewood Hospital and Medical Center, em Nova Jersey, constatou que fumar canábis traria benefícios para as pessoas que têm insuficiência cardíaca. Os resultados apontaram que a cannabis pode reduzir os riscos de fibrilação (um tipo irregular de batimento cardíaco que pode piorar os sintomas da insuficiência cardíaca) e até de morte em hospitais. O estudo foi apresentado no encontro da “American Heart Association’s Scientific Sessions”, na Califórnia. Os pesquisadores descobriram que, entre os pacientes com insuficiência cardíaca, aqueles que usaram canábis foram menos suscetíveis a terem fibrilação. Os pacientes com insuficiência que usaram canábis também tiveram menos chances de morrer em um hospital que aqueles que não fizeram uso.

LeucemiaA leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula é o local de formação das células sanguíneas, ocupa a cavidade dos ossos e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas. O tratamento para leucemia pode ser complexo, dependendo do tipo de leucemia e outros fatores. No entanto, existem estratégias e recursos que podem ajudar a tornar o seu tratamento bem-sucedido. No Brasil, atualmente a leucemia é o 9º câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres.

Lupus – Os lúpus eritematoso sistêmico (LES), conhecido popularmente apenas como lúpus, é uma doença autoimune que pode afetar principalmente pele, articulações, rins, cérebro mas também todos os demais órgãos.

Mal de Alzheimer – A canábis pode diminuir a progressão do mal de Alzheimer, sugere um estudo de 2006, publicado na revista Molecular Pharmaceutics. A pesquisa descobriu que o THC retarda a formação de placas amilóides, bloqueando a enzima no cérebro que as produz. Essas placas matam células cerebrais e estão associadas ao Alzheimer. Uma mistura sintética de CBD e THC também pareceu preservar a memória em ratos com Alzheimer. Outro estudo sugeriu que um medicamento baseado em THC chamado dronabinol foi capaz de reduzir os distúrbios comportamentais em pacientes com demência. Todos esses estudos estão em estágios muito precoces, porém, e mais pesquisas são necessárias.

Mal de Parkinson – Parkinson é uma doença progressiva do sistema neurológico que afeta principalmente o cérebro. Este é um dos principais e mais comuns distúrbios nervosos da terceira idade e é caracterizado, principalmente, por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. Não há formas de se prevenir o Parkinson. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em São José do Rio Preto (SP), o canabidiol melhora em 90% os sintomas da doença – reduzindo significativamente os tremores e aumentando as habilidades motoras dos pacientes.

MelanomaMuitas pessoas não consideram a pele como um órgão do corpo humano, porém é exatamente isso que ela é. A pele humana é responsável pela troca de calor e água com o ambiente e pela proteção dos órgãos internos contra agentes patógenos, como bactérias. Esse órgão possui três camadas: a epiderme (mais externa), a derme e o tecido subcutâneo (localizado mais profundamente). Por ser muito exposta a agentes externos, como a climatização e a luz solar, a nossa pele pode sofrer sérias consequências se ela não for bem tratada e protegida. Uma dessas consequências é o Melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso dentre todos os existentes.

Miastenia Grave – A miastenia grave, ou miastenia gravis, é uma doença auto-imune que provoca fraqueza muscular progressiva, sendo mais comum nas mulheres e normalmente começa entre os 20 e os 40 anos de idade. Os sintomas da miastenia grave podem começar subitamente, mas geralmente eles vão surgindo e piorando aos poucos. As causas da miastenia grave estão relacionadas a uma alteração no sistema imune que faz com que anticorpos ataquem determinadas estruturais fundamentais para o controle dos músculos. Essa doença não tem uma cura definitiva, mas o tratamento pode melhorar a qualidade de vida do indivíduo. A miastenia gravis não é exatamente o mesmo que a miastenia congênita, que geralmente é diagnosticada na infância.

Mioclonia – O termo Mioclonia descreve um sintoma e geralmente não constitui um diagnóstico de uma doença, referindo-se a contrações repentinas, incontroláveis e involuntárias de um músculo ou grupo de músculos. Os puxões mioclônicos geralmente resultam de contrações musculares repentinas chamadas mioclonia positiva ou de um relaxamento muscular chamado mioclonia negativa. As convulsões mioclônicas podem ocorrer sozinhas ou em seqüência, com ou sem padrão determinado. O soluço, por exemplo, é uma contração seguida de um relaxamento do músculo. Outro exemplo é a mioclonia noturna, que são sobressaltos que pessoas têm enquanto estão dormindo. Em casos mais extremos, a mioclonia pode distorcer o movimento e limitar a capacidade de comer, falar e caminhar. Este tipo de mioclonia indicaria um transtorno relacionado ao cérebro ou nervos.

Morte por overdose de analgésicos – Além de servir como tratamento ou alívio de sintomas, nos Estados Unidos, em estados onde a canábis é legalizada, o número de mortes por overdoses causadas por uso de analgésicos diminuiu em quase 25%, segundo um estudo publicado no JAMA Internal Medicine. Cerca de 100 pessoas morrem por dia no país por abuso de remédios para dor.

Neurofibromatose – A neurofibromatose, também conhecida como Doença de Von Recklinghausen, é uma doença hereditária que se manifesta por volta dos 15 anos e que provoca o crescimento anormal de tecido nervoso pelo corpo, formando pequenos tumores externos, chamados de neurofibromas.

Obesidade – O CBD reduz a pressão sanguínea, um dos sintomas mais comuns em pessoas acima do peso. No tratamento, o uso da Cannabis medicinal colabora para aumentar o metabolismo e a quebra de gordura.

Paralisia Cerebral, Hidrocefalia e Convulsões – Uma mãe na Flórida salvou sua filha de 19 meses dessas condições, graças ao óleo de cannabis. Os médicos haviam dado à criança poucos dias de vida, mas a mãe decidiu iniciar um tratamento com o óleo de cannabis na administração sublingual depois de ler vários artigos e revistas médicas que descreviam esse tipo de cura. As primeiras melhorias viriam após 24 horas da administração. Sem o óleo de cannabis o bebê provavelmente teria morrido.

Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica – A polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica (PDIC) é uma patologia progressiva monofásica crónica, ou sensório-motora simétrica recidivante, caracterizada por fraqueza muscular progressiva com compromisso da sensibilidade tactil, reflexos ausentes ou diminuídos e proteínas elevadas no líquido cefalorraquidiano (CSF).

Problemas cardiovasculares – A cannabis aumenta a frequência cardíaca em usuários ingênuos, embora a tolerância se desenvolva para esse efeito. Os canabinóides também podem reduzir a pressão arterial através da dilatação arteriolar em vários tecidos, embora o efeito no fluxo sanguíneo varie a nível local, com alguns órgãos ou regiões do cérebro a sofrerem vasoconstrição, outros a vasodilatação. Na fase de abstinência após a cessação do uso crônico, o fluxo sanguíneo cerebral pode ser significativamente reduzido. O uso de cannabis tem sido implicado como um fator causal em um pequeno número de pacientes que sofrem derrames ou ataques isquêmicos transitórios, e pode representar um fator de risco para indivíduos suscetíveis. No entanto, os canabinóides, em particular os agonistas do receptor CB1, demonstraram proteger-se contra a morte das células nervosas após o AVC e o dexanabinol em um estágio avançado do processo de licenciamento como uma droga a ser administrada a vítimas de acidente vascular cerebral ou ferimentos fechados para minimizar a danos cerebrais de longo prazo causados ​​por esses eventos e para melhorar as perspectivas de sobrevivência e recuperação.

Psicoses – Alguns estudos com animais provaram que o canabidiol previne psicoses. Em alguns deles, os efeitos do canabidiol, constituinte natural do Óleo de CBD, assemelharam-se muito aos do haloperidol, um antipsicótico típico. Contudo, provou-se que o canabidiol tem uma baixíssima propensão para provocar catalepsia, um efeito adverso grave dos medicamentos antipsicóticos, mesmo quando administrado em doses muito elevadas. Por este facto, alguns estudos também concluíram que o canabidiol pode ser comparado à clozapina, um antipsicótico do grupo dos atípicos, pois a catalepsia é menos frequente para este grupo de antipsicóticos. Alguns estudos realizados em humanos permitiram confirmar estas conclusões e demostraram até a capacidade que o canabidiol tem para inverter a perceção de profundidade binocular provocada pela nabiloma, um canabinóide sintético análogo do delta-9-THC. Esta observação permite confirmar claramente que o canabidiol, constituinte natural do Óleo de CBD, contraria os efeitos provocados pelo delta-9-THC.

Psoríase – Novos estudos em andamento na Universidade do Colorado, investigam o potencial da cannabis para tratar psoríase e eczema. Em países como os EUA, a planta já está ganhando popularidade entre os pacientes com essas condições de pele, especialmente entre aqueles que acham esteroides ineficazes. A cannabis interage com receptores canabinoides presentes na pele, desta forma pode ajudar a reduzir a inflamação, a dor e a coceira em pessoas com eczema, psoríase e outras condições de pele. De acordo com uma revisão de 2017 da Universidade do Colorado, os canabinoides CBD, CBG e CBN são os principais responsáveis por essa ação. Alguns pesquisadores, a partir de um estudo de 2009, acreditam que essas condições de pele são causadas por um desequilíbrio no sistema endocanabinoide da pessoa. Outros problemas médicos que podem ser causados ​​por uma deficiência canabinoide incluem fibromialgia, enxaqueca e síndrome do intestino irritável. No entanto, mais pesquisas são necessárias.

Síndrome da Unha-patela – A síndrome unha-patela, também conhecida como síndrome de Fong, onico-osteodisplasia hereditária, ou ainda, síndrome dos cornos ilíacos, trata-se de uma desordem genética caracterizada pela tétrade clínica de alterações ungueais, joelhos, cotovelos e a presença de chifres ilíacos. Foi primeiramente descrita por Chatelain, no ano de 1820. É uma moléstia rara, de herança autossômica dominante, com alto grau de penetrância e expressão variável.

Síndrome das pernas irrequietas – A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio do sono em que a pessoa sente uma necessidade involuntária de movimentar as pernas. Geralmente o sintoma ocorre a noite ao deitar-se, ocorrendo o alivio com o movimento das pernas, porem muitas vezes a pessoa passa a ficar muito tempo – até muitas horas – movimentando as pernas para aliviar e com isto prejudica o sono. A síndrome das pernas inquietas, agora denominada doença de Willis-Ekbom (DWE), tanto é comum quanto subdiagnosticada. Acredita-se que sua prevalência seja de cerca de 10% entre adultos, sendo um pouco mais frequente em mulheres do que homens e de 2% a 3% entre crianças. Sua severidade é bastante variável e os quadros graves, que comprometem a qualidade de vida dos pacientes, oscilam entre 1/3 e 1/4 dos números acima. Embora comum, a DWE é pouco diagnosticada, seja porque os próprios pacientes, embora sofrendo, acreditam que é uma condição inerente a eles e sem solução (e assim não se queixam aos seus clínicos), seja porque é pouco conhecida entre os profissionais de saúde. Pesquisas recentes mostram que na síndrome das pernas inquietas existe uma alteração no funcionamento dos neurônios que usam a dopamina como neurotransmissor. É uma doença neurológica de longa duração e o tratamento é também crônico.

Síndrome de Arnold-Chiari – Síndrome de Arnold Chiari ou Chiari, descrita há pouco mais de 100 anos, geralmente se refere à herniação da parte inferior do cérebro, ou seja, das amígdalas cerebelosas e da parte inferior do cerebelo, através do forame magno para o canal vertebral.

Síndrome de Dravet – Durante a pesquisa para seu documentário “Weed”, o neurocirurgião americano Sanjay Gupta entrevistou a família Figi, que tratou sua filha de 5 anos usando uma cepa de canábis medicinal com altos índices de canabidiol e baixos em THC. A filha da família Figi, Charlotte, tem síndrome de Dravet, uma doença que causa convulsões e atrasos de desenvolvimento severos. De acordo com o filme, a droga diminuiu suas convulsões de 300 por semana para apenas uma a cada sete dias. Quarenta outras crianças no estado estavam usando a mesma espécie de canábis para tratar suas convulsões quando o filme foi feito, e parecia estar funcionando. Os médicos que recomendaram este tratamento disseram que o canabidiol na planta interage com células cerebrais para silenciar a atividade excessiva no cérebro que causa essas convulsões. Gupta observa, no entanto, que um hospital da Flórida que se especializa na desordem, a Academia Americana de Pediatria e a Agência de Controle de Drogas não endossam a canábis como um tratamento para Dravet ou outros distúrbios convulsivos.

Síndrome de Sjogren – A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que afeta as glândulas produtoras de lágrimas e saliva, causando olho e boca seca. A doença pode, ainda, afetar outras partes do corpo, podendo causar problemas também aos rins e aos pulmões.

Síndrome de Tourette – “A síndrome de Tourette ou doença de Gilles de la Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico hereditário que se manifesta durante a infância, caracterizado por diversos tiques físicos e pelo menos um tique vocal” (Wikipedia). Existem vários estudos sobre o uso de canabinoides para o tratamento desta síndrome. Em 1999, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Alemanha de Hanover relataram sucesso do tratamento da síndrome de Tourette com uma única dose de 10 mg de THC. Nesta pesquisa, os pesquisadores constataram que o escore de gravidade do “tique” caiu de 41 para 7 em duas horas após o uso de canabinóides. Em 2003, uma revisão dos dados publicados na revista Expert Opinions in Pharmacotherapy informou que, em pacientes com ST adultos, “a terapia com delta-9-THC deve ser tentada”. Uma revisão feita em 2013 conclui algo semelhante: “O THC é recomendado para o tratamento de TS em pacientes adultos, quando os tratamentos de primeira linha não conseguirem melhorar os tiques em pacientes adultos resistentes ao tratamento, por conseguinte, o tratamento com THC deve ser tido em consideração”.

Síndrome do pânico – Um estudo de 2014 da Universidade de São Paulo publicado no International Journal of Neuropsychopharmacology investigou os efeitos de agonistas CB1 (similares aos canabinoides naturais) sobre mudanças comportamentais em ratos na presença de predadores – no caso, um gato vivo.

Síndrome Dolorosa Complexa Regional – A Síndrome de Dor Complexa Regional não é uma condição muito conhecida, porém pode gerar grande desconforto e limitação. Entre seus principais sintomas estão dor severa, em queimação, e hipersensibilidade ao toque. Geralmente, a SDCR acontece após uma lesão ou fratura, que acaba gerando uma dor desproporcional ao evento causador. Ainda não há consenso quanto às causas específicas e o mecanismo de desenvolvimento da doença. A SDCR acomete geralmente uma extremidade da pessoa: cerca de 60% dos pacientes apresentam a enfermidade em um membro superior; 40% no membro inferior. Além da dor, a doença também leva a mudança de cor, temperatura e inchaço na extremidade envolvida. Estas mudanças são chamadas de mudanças vasomotoras e estão relacionadas a uma disfunção dos nervos simpáticos.

Siringomielia – É uma doença do sistema nervoso central, e tem como características a degeneração da medula espinhal. Esta doença crônica, evolui de forma lenta e progressiva e pode iniciar antes dos trinta anos. A doença é definida como uma cavidade no interior da medula espinhal com líquido semelhante ou idêntico ao líquor. Nas pessoas normais na sístole cardíaca, as tonsilas cerebelares e a medula espinhal são deslocadas com o líquor e voltam para posição inicial na diástole. Se existe a malformações da transição craniocervical, a circulação liquórica na transição craniocervical é alterada. Com isto existe a diminuição dos espaços e ainda a quantidade de velocidade do líquor são alteradas.

Soluços – Dois médicos americanos relatam o uso de canábis para curar soluços persistentes (intratáveis) em um paciente com AIDS. O paciente havia recebido midazolam e dexametasona por via venosa antes de uma pequena operação cirúrgica. Após a cirurgia, ele desenvolveu soluços intratáveis. A clorpromazina controlou a condição apenas durante o sono e a nifedipina, o valproato, o lansoprazol e a lidocaína intravenosa não tiveram efeito. Oito dias após a cirurgia, o paciente que não havia fumado canábis o fez com o resultado de que os soluços pararam. Eles voltaram no dia seguinte, mas desapareceram permanentemente no dia seguinte, quando ele novamente fumava canábis. Os médicos concluem que a canábis pode ser eficaz em impedir soluços intratáveis ​​por outros meios.

Tabagismo – Num estudo duplo-cego, controlado por placebo, 24 fumantes foram escolhidos aleatoriamente para receberem um inalador de CBD ou um placebo. Os participantes foram convidados a inalar cada vez que eles tinham vontade de fumar cigarro.

Ao longo da semana, aqueles com inaladores contendo placebo não sentiram nenhuma mudança no número total de cigarros consumidos, enquanto aqueles que estavam usando CBD perceberam uma queda de quase 40% em sua ingestão de cigarros. O uso do inalador com CBD além de diminuir o número de cigarros consumidos não aumentou a vontade pelo consumo de nicotina, indicando uma finalidade para o canabidiol no processo de retirada do cigarro.

Transtorno de Estresse Pós-traumático – O CBD é conhecido por ser um ótimo ansiolítico e conta com efeitos anti-inflamatórios. Pacientes com transtorno de estresse pós-traumático encontram um grande alívio usando canabidiol. Os benefícios antipsicóticos proporcionam um ambiente mental estável para aqueles que mais necessitam.  Segundo pesquisa realizada nos últimos anos na Universidade de Haifa, em Israel, a cannabis para uso terapêutico teria a capacidade de aliviar os sintomas do estresse pós-traumático. O canabinóide, princípio ativo na cannabis, seria capaz de bloquear a sensação de ansiedade causada por episódios traumáticos quando administrado dentro de 24 da ocorrência do episódio traumático. De acordo com especialistas, a canábis não apaga o episódio, mas impede o desenvolvimento de sintomas relacionados ao estresse pós-traumático.

Transtorno do Déficit de Atenção – Foi mencionado no jornal de Portland que a Divisão de Saúde do Oregon está considerando permitir que a canábis medicinal seja usada para tratar o Transtorno do Déficit de Atenção (ADD) sob o Ato de Canábis Medicinal do Oregon. À primeira vista, pode parecer contra-intuitivo usar uma medicação que tenha uma percepção pública de atenção decrescente para tratar uma condição cujo sintoma primário é um déficit de atenção. Mas assim como tomar estimulantes geralmente acalma aqueles com hiperatividade, a canábis medicinal melhora a capacidade de se concentrar em alguns tipos de DDA. Transtorno de Déficit de Atenção (ADD) é uma categoria muito ampla de condições que compartilham alguns sintomas, mas parecem resultar de diferentes causas subjacentes. A maioria parece envolver, pelo menos em parte, desequilíbrios nos níveis e funções do transmissor neural. Alguns especialistas na área esperam que a ampla categoria de DDA seja refinada no futuro, com muitas condições que agora são diagnosticadas como DDA sendo reconhecidas como distúrbios separados.

Traumatismo Cranioencefálico e Síndrome Pós-concussão – O traumatismo craniano é uma lesão na cabeça que pode afetar apenas o crânio, no caso de fraturas, ou provocar danos graves no cérebro, como contusão ou coágulo sanguíneo, passando a ser chamado de traumatismo cranio-encefálico.

Tumores e Metástases – Cientistas do California Pacific Medical Center em San Francisco Pacific descobriram como um composto derivado da canábis é capaz de impedir a formação de metástases em muitas das formas mais agressivas do câncer, reduzindo drasticamente a taxa de mortalidade. A pesquisa superou a fase de testes em laboratório e estaria esperando luz verde para testar em humanos.

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