Droga é coisa de política

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A Plataforma Brasileira de Política de Drogas lança hoje a iniciativa Droga é caso de política: coalizão de candidaturas pela reforma da política de drogas. O projeto está mapeando candidatos a cargos federais e estaduais que defendam nas eleições de outubro pelo menos uma de três mudanças na atual política de drogas do país: a descriminalização do usuário de drogas, a regulação da maconha para fins terapêuticos e a legalização da cannabis.

 

Por meio de um formulário online é possível cadastrar as candidaturas, que estão sendo divulgadas no site da iniciativa: eleicoes.pbpd.org.br. Na plataforma, os candidatos poderão ser filtrados pelo estado que representam, pelo cargo que concorrem e também pela pauta defendida.

A PBPD também produziu uma cartilha informativa sobre drogas para apoiar as candidaturas durante o período eleitoral. A publicação, disponível gratuitamente no site do projeto, traz argumentos, conceitos e dados atualizados sobre a política de drogas no Brasil e no mundo, indicando ainda projetos de lei relacionados ao tema que já tramitam no Congresso Nacional.

Confira alguns candidatos do Paraná que defenderam sem suas campanhas a descriminalização da canábis.

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas lança hoje a iniciativa Droga é caso de política: coalizão de candidaturas pela reforma da política de drogas. O projeto está mapeando candidatos a cargos federais e estaduais que defendam nas eleições de outubro pelo menos uma de três mudanças na atual política de drogas do país: a descriminalização do usuário de drogas, a regulação da maconha para fins terapêuticos e a legalização da cannabis.

Por meio de um formulário online é possível cadastrar as candidaturas, que estão sendo divulgadas no site da iniciativa: eleicoes.pbpd.org.br. Na plataforma, os candidatos poderão ser filtrados pelo estado que representam, pelo cargo que concorrem e também pela pauta defendida.

A PBPD também produziu uma cartilha informativa sobre drogas para apoiar as candidaturas durante o período eleitoral. A publicação, disponível gratuitamente no site do projeto, traz argumentos, conceitos e dados atualizados sobre a política de drogas no Brasil e no mundo, indicando ainda projetos de lei relacionados ao tema que já tramitam no Congresso Nacional.

Confira alguns candidatos do Paraná que defenderam sem suas campanhas a descriminalização da canábis.

Bianca Gabriele
REDE · Deputada estadual
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Porque o debate sobre as drogas não deve ser restrito à proibição legal. Essa postura se configura simplesmente em tapar o sol com a peneira alegando zelo pela saúde pública. O que é uma baita incoerência observando-se as drogas consideradas lícitas.

Dani Braz
PT · Deputada federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?

A atual política de drogas brasileira aliada ao nosso alto nível de seletividade do sistema policial e também do judiciário, criminaliza a parcela da população mais vulnerável, em geral, negrxs e jovens moradores das periferias. Na outra ponta dessa seletividade, os grandes traficantes permanecem impunes e ainda alimentam a corrupção dentro das instituições policiais, gerando uma grande hipocrisia em que se finge resolver o problema, quando na verdade só se alimenta o tráfico. Ao largo disso tudo, ainda existem as famílias que dependem da planta como medicamento e que precisam enfrentar toda uma burocracia estatal, além dos altos preços, para importar de outros países algo que podíamos estar produzindo e estudando aqui.

Diogo Busse
PPS · Deputado estadual
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
O modelo repressivo e proibicionista gera mais prejuízos e problemas do que o próprio uso de drogas em si. Com a regulamentação e a arrecadação do Estado poderemos desviar o foco que hoje está no medo, no terror e nessa máquina de devastar vidas que é o sistema prisional, para a vida, a saúde, a educação e a cultura.

Diogo Rech – Mandato Coletivo
PSOL · Deputado estadual
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Não há motivos para a criminalização! O Brasil está atrasadíssimo no tocante a política de drogas. A guerra falhou e chegou o momento de legalizar o debate!

Goura
PDT · Deputado estadual
Por que devemos reformar a política de drogas?
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Nossa política de drogas é ineficiente e injusta. Faz o consumo, a venda e a violência só crescerem. Trata ricos como usuários e pobres como traficantes. Lota presídios, incha o judiciário e as forças de segurança. O tráfico financia políticos, a corrupção e o crime organizado, prejudicando não só os usuários, mas toda a sociedade. Reformar as políticas de drogas no Brasil é mais do que urgente. É fundamental.

Jackeline Aristides
PSOL · Deputada federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Meu nome é Jackeline Aristides, sou pré candidata à deputada federal pelo PSOL Paraná. Sou enfermeira antiproibicionista e atuo na saúde mental. Defendo um modelo de legalização da maconha em que as pessoas possam fazer o autocultivo, ou quando não conseguirem fazer esse plantio em casa, que possa ser legalizada a maconha nas bocas de fumo, gerando trabalho e renda para as pessoas, e dignidade. Bem como o incentivo aos clubes de cultivo, permitindo a socialização e a cultura canábica.

Jacque Parmigiani
PSOL · Senadora
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
A guerra às drogas se transformou em uma guerra aos pobres. Quem mais são penalizardes são as mulheres, negros e a população LGBT periférica por não terem as condições de disputarem um sistema de justiça democrático e uma polícia desmilitarizada. Drogas são questões de saúde pública, lazer e de uma sociedade mais solidária!

Leonardo Martins
PSOL · Deputado federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
A proibição das drogas aumenta a violência, o crime organizado, a corrupção e a morte de civis e policiais. A proibição das drogas também mata quem Não usa drogas, como aquela criança morta pela polícia, em uma ação militarizada sob o discurso de proteção à saúde. Drogas devem ser assunto de saúde pública. Por isso defendo a Legalização da maconha, com a proibição da publicidade e propaganda de álcool, tabaco e maconha.

Lídia Graniska
PV · Deputada federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Devemos descriminalizar e legalizar a política de drogas no Brasil, porque é um assunto de saúde e segurança pública. este tipo de política está sendo adotado em vários países como: Holanda, Portugal, Israel, Canadá, Suíça, parte dos estados EUA, Uruguay… E os resultados estão sendo satisfatórios.
O uso “medicinal” melhora substancialmente a qualidade de vida das pessoas portadoras de doenças raras como: Síndrome de Dravet e epilepsias de dificil tratamento com remédios convencionais ( sem contar que são drogas licitas e prescritas pelos médicos). É utilizada como tratamento coadjuvante para pacientes com câncer, pós quimioterapia, pois ameniza os sintomas como: enjoos aumentando o apetite.
O uso medicinal da maconha, é benéfico também no tratamento para outras patologias como: fibromialgia, glaucoma, insonia, artrite reumatoide, entre outras doenças. E tem muitos estudos sendo feitos por neurocientistas comprovando a melhora em pacientes que fazem uso medicinal.
A forma recreacional, por sua vez, vai fazer com que o governo detenha maior controle, pois legalizando a maconha, vai poder regulamentar e estabelecer critérios como: quem vai produzir, onde sera vendido, preço, tributação, quantidade que poderá ser comprada …
Descriminalizando e legalizando a maconha faz com que haja diminuição da violência gerada pelo trafico, impedindo de certa forma o contato dos jovens com o crime organizado.
Por outro lado, gera riquezas porque novos produtos serão industrializados aqui dentro como: Industria cosmética, farmacêutica, tecidos, aumentando numero de diferentes empregos o que gera tributos, que deverão ser direcionados para: saúde, educação ciência e tecnologia.

Lorenzo Balen
PSOL · Deputado federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
A “guerra às drogas” é uma falácia! Suas consequências sociais negativas são muito maiores do que o efeito das drogas em si. A criminalização nunca impediu o comércio e o uso. A proibição, que surgiu com a perseguição dos costumes da população negra, não está preocupada com a saúde: das mortes por drogas, entre 2006 e 2010, o álcool é responsável por 85% delas e o cigarro por 11%. Ao contrário, a atual política “contra as drogas” alimenta interesses econômicos, a violência e a corrupção: é utilizada por grandes empresários, políticos e líderes religiosos como fonte de lavagem de dinheiro; estrutura uma rede criminosa nas polícias, no exército, no judiciário e na política; serve para perseguir, encarcerar e matar os jovens, negros, pobres e população das periferias. A proibição escolhe lado, como prova o caso do helicóptero de políticos mineiros carregado com 500kg de cocaína, abafado pela polícia e pela imprensa. É uma desculpa para manter controle sobre a população. Chega de violência! Precisamos conscientizar e descriminalizar o consumo, financiar pesquisas científicas públicas sobre as drogas, desenvolver uma política de redução de anos e fortalecer o uso medicinal da maconha para o tratamento de doenças. É urgente o debate sobre o modelo de regulamentação que queremos ter no Brasil.

Luis Eduardo de Souza Lelis
PPS · Deputado estadual
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Como membro do movimento LIVRES, um dos nossos compromissos é de que o governo deve respeitar o direito dos indivíduos adultos de consumir alimentos, bebidas e outras substâncias de acordo com suas escolhas, mesmo que consideradas nocivas por terceiros.

Maria Aline Gonçalves
PSOL · Deputada federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha

Vinicius Prado
PSOL · Deputado federal
– Defende a descriminalização do Consumo das drogas
– Defende a regulação do uso terapêutico da maconha
– Defende a regulação da maconha
Por que devemos reformar a política de drogas?
Não podemos mais admitir uma política de drogas que na prática se estabelece como guerra aos pobres. No Brasil atualmente, se você for rico pode ter um helicóptero de cocaína, mas se for preto e pobre com um baseado fica encarcerado. Essa lógica de proibição superlota os presídios, fortalece o tráfico, dificulta que as pessoas que possuem problemas com uso abusivo de drogas procurem ajuda, impede pesquisas cientificas que podem trazer melhorias para vários tratamentos. Precisamos de uma política de drogas gerida pela saúde pública e não pela polícia, onde as pessoas tenham a liberdade de fazer suas escolhas, e sejam assistidas pelo Estado quando precisarem de ajuda, e onde o conservadorismo não seja um empecilho para o avanço das pesquisas cientificas com as mais variadas substâncias.

 

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