Criança de quatro anos faz uso medicinal de maconha no Ceará

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (28), um projeto de lei que permite o cultivo da Cannabis Sativa – planta que dá origem à maconha – para uso pessoal terapêutico, desde que haja prescrição médica. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, o texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O relatório elaborado pela senadora Marta Suplicy autoriza o Governo Federal a liberar a importação de plantas e sementes, o plantio, a cultura e a colheita da Cannabis Sativa para fins medicinais ou científicos, em local e prazo pré-determinados, sob fiscalização. A descriminalização do uso medicinal da maconha altera a Lei de Antidrogas, passando a liberar o acesso à substância.

Após enfrentar um longo processo, uma família natural de Fortaleza conseguiu o direito ao uso de um medicamento à base de Cannabis Sativa para uma criança portadora de uma síndrome degenerativa. O menino foi diagnosticado com a doença rara aos dois meses de vida e, hoje, quatro anos depois, com o uso do remédio, as crises diminuíram consideravelmente.

Tratamento

 

Os pais relatam que chegaram a levar o garoto a cinco neuropediatras. Ele chegou a tomar oito tipos de anticonvulsivantes, mas os tratamentos não deram o resultado esperado. A partir daí, começou a procura por outras medicações, até que a família dele teve contato com o Canabidiol, um composto químico que pode tratar doenças que acometem o Sistema Nervoso Central (SNC). Segundo a mãe da criança, ele nunca havia ficado uma semana sem ter convulsões, até tomar as doses.

De acordo com o neuropediatra André Pessoa, é recomendado ao paciente o uso do Canabiodiol quando o tratamento com os remédios tradicionais não apresentar o resultado esperado. “Nós tentamos fazer um tratamento coadjuvante, ou seja, de associar, a priori, o Canabidiol às medicações que ele já usa. Em alguns casos, consegue-se reduzir a quantidade da medicação que ele estava usando. No entanto, deve-se ter cuidado e prudência, porque nem todo paciente vai ter uma melhora com o uso desse medicamento”, afirma o médico.

Fonte: G1

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