Marcelo D2 reflete sobre a maconha e revela receber ameaças de morte

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Ávido usuário das redes sociais e voz ativa na oposição contra o governo de Jair Bolsonaro, o rapper Marcelo D2 desabafou sobre as críticas que recebe diariamente.

Nesta segunda-feira (4), o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma entrevista com o cantor, que desabafou sobre os haters.

“Sou ameaçado todos os dias. Recebo de 3 a 4 ameaças de morte por semana, tá ligado? Mas tem muito falácia de internet também. Eu não tenho medo. Vou citar o Marcelo Yuka de novo: ‘paz sem voz não é paz, é medo’”, desabafou Marcelo D2.

O cantor ainda explicou o título de seu novo álbum, Amar é Para os Fortes. “É uma frase que eu ouvi e achei bem interessante, porque estamos passando por um momento que parece o caos. As pessoas estão se alimentando muito desse caos. E não é só no Brasil, mas no mundo inteiro. A política está se alimentando disso: quanto mais odioso for o político, mais votos parece que ele tem. Está tudo muito triste, então acho que esse título caiu bem. Ainda mais que é meu décimo disco. Eu queria fazer algo relevante e fechar esse ciclo com algo que contasse uma história, que fosse especial”, afirmou.

Marcelo D2 ainda relembrou seu encontro com José Mujica para defender a legalização da maconha. “Vou ao Uruguai cerca de duas vezes por ano tocar. Em uma dessas passagens conheci o segurança pessoal dele e pedi para que ele me apresentasse. O encontro foi incrível, porque eu fui querendo falar sobre a legalização da maconha, perguntar como conseguiu legalizar e ainda assim fazer o país inteiro consumir menos. Só que esse acabou sendo um papo secundário, porque o Mujica é um humanista”, afirma o rapper.

Marcelo D2 aproveitou para enaltecer que “o povo uruguaio é muito consciente desse papel deles enquanto sociedade”.

Fonte: EntrePop

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